27 maio Normas de cabeamento estruturado – Saiba quais são e sua importância

Normas de cabeamento estruturado – Saiba quais são e sua importância

A adoção da tecnologia é algo cada vez mais fundamental para qualquer tipo de empresa, visto que tal recurso já demonstrou ser importante para ajudar os negócios a manterem a sua competitividade no mercado.

Por isso, é muito comum que haja investimento em projetos de redes, porém é importante saber que as normas de cabeamento estruturado são essenciais para o sucesso da sua implementação.

Por meio do cabeamento estruturado é possível conectar os mais diversos dispositivos: roteadores, impressoras, telefones, estações, servidores, entre outros.

Isso pode até parecer algo básico, mas quando bem implementado, melhora a operação de uma empresa de forma significativa, pois quando informações podem ser compartilhadas facilmente e transmitidos por meio de uma ótima rede corporativa, o acesso é facilitado.

Contando com essa realidade, é possível agilizar os processos do negócio, além de otimizar o próprio trabalho dos colaboradores, ajudando principalmente na sua produtividade do dia a dia.

Portanto, é preciso seguir as normas de cabeamento estruturado para garantir que isso seja feito da melhor maneira possível, contando com uma estrutura confiável e totalmente gerenciável.

História da normatização

Devido à falta de padronização para cabeamento de redes, em 1991 a EIA, Electronics Industries Alliance e a TIA, Telecomunications Industry Association propuseram a primeira versão da norma de padronização de fios e cabos para telecomunicações em prédios comerciais, denominada de EIA/TIA-568.

O objetivo principal dessa norma era implementar um padrão genérico de cabeamento a ser seguido por fornecedores diferentes, pois até então, o cabeamento era definido pela empresa que o instalava e cada empresa tinha seu modo de fazer.

Em Janeiro de 1994 a EIA/TIA publicou EIA/TIA 568-A, revisada, que trazia especificações para cabeamento de categoria UTP 4 e 5. Em 2001 foram publicados pelo EIA/TIA a EIA/TIA 568-B. Norma esta que era dividida em três partes (B1, B2, B3).

Com o intuito de desenvolver documentos mais completos e de consulta mais simples, foi publicada em julho 2009 a ANSI/TIA 568-C. Na nova série de normas ANSI/TIA, a grande novidade é a divisão da norma em quatro partes principais (568-C0, C1, C2 e C3).

O Brasil, também com intuito de padronizar o cabeamento de redes publicou sua própria norma que foi a ABNT 14565: 2000. Esta norma foi substituída pela ABNT 14565: 2007 por ter ficado desatualizada. Esta norma foi baseada na ISO/IEC 11801.

A ABNT NBR 14565 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-03) pela Comissão de Estudo de Cabeamento de Telecomunicações (CE-03:046.05). Apesar de ter uma norma própria, o conjunto de normas usado no Brasil é em sua maioria o Americano ANSI/TIA, devido aos fabricantes terem escolhido esse padrão.

Quais são as vantagens de seguir as normas de cabeamento estruturado?

Os três principais benefícios de seguir as normas de cabeamento estruturado são:

1. Facilidade de manutenção

O setor de TI ainda possui práticas que podem ser chamadas de improvisos malfeitos e gambiarras estranhas, que ocorrem por desconhecimento ou por simples falta de planejamento. Entre as consequências dessas práticas, pode-se destacar a dificuldade de realizar manutenção quando necessário, porem seguindo as normas, as manutenções ficam mais fáceis, pois tudo estará organizado, fazendo com que o processo de isolar, testar e corrigir os pontos de falha seja muito mais rápido e menos estressante, sendo possível fazer tudo isso sem comprometer o desempenho da rede.

2. Redução de custos

Outra grande vantagem de seguir as normas de cabeamento estruturado está na redução de custos, pois quando a rede está organizada, fica muito mais fácil realizar a sua gestão, o que afeta muitas questões entre elas, os custos da empresa. Também gera economia com vários processos que estão relacionados a parte financeira, entre eles, a própria manutenção. Além disso, cria-se um cenário em que é possível economizar com novas instalações, principalmente a de novas aplicações.

3. Prevenção de erros

Seguir as normas de cabeamento estruturado também ajudará a empresa a ser muito mais produtiva e eficiente, pois com ela as chances de erros na rede são mínimas, o que dá muito mais tranquilidade para todos trabalharem, sem precisar enfrentar qualquer tipo de falha durante a sua operação.

Quais são as normas existentes para cabeamento estruturado?

O cabeamento estruturado conta com 6 normas: ANSI, TIA, EIA, ISO, ABNT e IEE.

    • ANSI: Regulamenta uma ampla gama de dispositivos que podem ser instalados em uma rede de computadores. Se enquadram em instalações relacionadas a cabos de comunicação em fibra óptica e par trançado e também ao setor de telecomunicações.

 

    • TIA: Se aplica às instalações que estão relacionadas a Data Center, atuando principalmente na sua disponibilidade e toda a redundância necessária para essa infraestrutura funcionar.

 

    • EIA: O padrão EIA equivale a uma das normas brasileiras existentes, a NBR 14.565. O padrão categoriza os cabeamentos conforme algumas diferenças que eles podem assumir: largura de banda, atenuação, comprimento e desempenho.

 

    • ISSO: Esta norma garante a padronização de cabos e atua com conectores e procedimentos da rede como um todo. A norma ganhou força na década de 90 com a chegada do cabo de par trançado ao mercado de telecomunicações.

 

    • ABNT: Atua regulamentando o cabeamento em projetos residenciais, estipulando procedimentos da instalação de redes domésticas. Essa norma serviu de referência por muito tempo e praticamente foi a primeira norma brasileira criada.

 

  • IEEE: Define o padrão para funcionamento de redes sem fio, sendo base para a existência do Wi-Fi, ou seja, praticamente todos os dispositivos de redes sem fios possuem serviços e funções definidos por essa norma.

 

ANSI/TIA/EIA 568B – Requerimentos gerais de Cabeamento Estruturado e especificação dos componentes para cabos e fibras.
ANSI/TIA/EIA 569B – Construção e projeto dentro e entre prédios comerciais, relativas à infraestrutura de telecomunicações.
ANSI/TIA/EIA 606A – Administração dos sistemas de cabeamento.
ANSI/TIA/EIA 607 – Instalação do Sistema de Aterramento de Telecomunicações.
TIA–942 – Diretrizes do Cabeamento Centralizado de Fibra Óptica.
ANSI/TIA/EIA 570A – Infraestrutura de Telecomunicações edifícios residenciais.
TIA/EIA-TSB 72 – Diretrizes do Cabeamento Centralizado de Fibra Óptica.
NBR 14565 – Cabeamento de telecomunicações para Edifícios Comerciais (2007).
ISO/IEC 11801 – Sistema de cabeamento de telecomunicações.

O tema da normatização vem ganhando cada vez mais interesse por parte das empresas e os motivos que justificariam essa tendência seriam a inovação tecnológica e suas repercussões sobre a segurança. O interesse sobre o papel da norma para o próprio desenvolvimento tecnológico também tem aumentado.

No cenário atual, pode-se constatar que infelizmente grande parte das empresas não possui um sistema estruturado, o que implica em uma necessidade frequente de manutenções, perda de rendimento e dificuldades para futuras expansões da infraestrutura de informática.

A sua empresa, segue as normas de cabeamento estruturado existentes?

 

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